Carboxiterapia

É o termo popularmente empregado para a terapêutica através da administração subcutânea (hipodérmica) do anidro carbônico – CO2.
Como se sabe, as funções metabólicas do tecido adiposo são mediadas primariamente pelo fluxo sanguíneo e o aumento deste é o mecanismo mais importante na mobilização dos ácidos graxos livres.
A hipercapnia (aumento do CO2 nos tecidos) promove vasodilatação, com conseqüente aumento do fluxo sanguíneo da hipoderme (camada de gordura da pele).
Há ainda aumento da pressão de oxigênio (PO2) no tecido subcutâneo, devido ao hiperfluxo e a potencialização do efeito Bohr (a hipercapnia promove diminuição da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, resultando em maior quantidade deste disponível para o tecido).

O CO2 é um gás atóxico, não embólico (não entope os vasos), que mesmo em elevadas doses não promove efeitos sistêmicos. O tratamento consiste na administração do gás carbônico, de forma estéril, com fluxo, pressão e quantidade controlados por aparelhagem adequada, através de uma agulha hipodérmica (30 G 1/2). Em geral são necessárias de 12 a 20 sessões (15 minutos cada). Progressivamente nota-se melhora da qualidade da pele (melhor perfusão), do contorno e redução de medidas. A terapêutica é empregada também no tratamento de arteriopatias, microangiopatias, dermatologia – lipodistrofia ginóide (celulite), adiposidade localizada, na pós-lipoaspiração etc.

Não existem importantes contra-indicações nem reações adversas sistêmicas descritas. O método é amplamente utilizado na Europa (C.E.), México e E.U.A (F.D.A).
O aparelho utilizado possui o sistema ADVANCED, com aquecimento controlado do gás infundido, minimizando o desconforto do procedimento.